Uma hora é o Banco Master declarando problemas, outra hora é o Will Bank apresentando instabilidades e deixando todo mundo na mão. Quando essas notícias estouram, milhares de pessoas ficam sem saber se vão conseguir recuperar o próprio dinheiro — especialmente aquelas que aplicam em produtos sem a garantia do FGC.
Diante disso, sempre fica a pergunta no ar: quais são as chances do meu banco falir?
Neste artigo, vou te mostrar exatamente quais critérios você deve analisar para decidir se deixa o seu dinheiro rendendo em paz ou se foge para outra instituição o mais rápido possível.
Como um banco realmente ganha dinheiro?
Antes de analisar a segurança, você precisa entender o básico: o banco ganha dinheiro emprestando dinheiro e cobrando juros altos.
Mas de onde vem esse dinheiro que ele empresta? De duas fontes principais:
- Do dinheiro que você deixa na poupança, no "Porquinho" do Banco Inter ou na Caixinha do Nubank.
- Do dinheiro que fica parado na sua conta corrente.
Se você deixa R$ 1.000 parados na conta corrente, o banco pega esse valor e empresta para outra pessoa cobrando, por exemplo, 10% ao mês. Como o seu dinheiro estava na conta corrente, o banco não é obrigado a te repassar nenhum centavo desse lucro. É por isso que os bancos amam quando você deixa dinheiro parado na conta corrente.
Já quando você usa as caixinhas ou áreas de investimento, ele é obrigado a dividir esse lucro e te pagar um rendimento — como 1% ao mês.
Mas e se o banco emprestar o seu dinheiro e a pessoa não pagar de volta? É aí que entram os dois "termômetros" de segurança.
1º termômetro: o Índice de Basileia
O Índice de Basileia é uma regra do Banco Central que diz o seguinte: a cada R$ 100 que o banco emprestar, ele precisa ter obrigatoriamente um valor mínimo em caixa — hoje, no mínimo 11%.
Ou seja, se o banco emprestou R$ 1.000, ele precisa ter pelo menos R$ 110 guardados.
A regra de ouro: quanto maior for o Índice de Basileia do seu banco, melhor e mais seguro para você.
Durante a crise do Will Bank, o índice de Basileia deles estava praticamente negativo — o que significa que eles não tinham dinheiro em caixa suficiente para cobrir inadimplências.
2º termômetro: o Índice de Imobilização
Esse é o exato oposto do Basileia. O Índice de Imobilização mede quanto do patrimônio do banco está "preso" em estruturas físicas: agências, imóveis, computadores, caixas eletrônicos, etc.
Se o banco precisar te pagar rapidamente, é muito mais difícil vender um imóvel ou um computador da noite para o dia do que simplesmente transferir dinheiro.
A regra de ouro: quanto menor for o Índice de Imobilização, mais chance o banco tem de te pagar rápido caso dê algum problema.